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Você está cobrando o suficiente? Como precificar sem trabalhar no prejuízo

  • Foto do escritor: Adriana Moreira
    Adriana Moreira
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Existe um erro silencioso que faz muitos empreendedores trabalharem mais do que deveriam e ganharem menos do que merecem.


Esse erro tem nome: preço mal calculado.


Não é falta de esforço. Não é falta de cliente. É cobrar menos do que o negócio precisa para ser sustentável.


precificação para pequenas empresas



Por que preço baixo não conquista cliente, conquista prejuízo.


A lógica de baixar o preço para atrair mais clientes parece fazer sentido. Mas na prática, ela cria um ciclo perigoso.


Quando você cobra menos do que seus custos exigem, cada venda te deixa mais no vermelho. E quando o volume aumenta, o prejuízo aumenta junto.


Preço baixo sustentável é aquele que ainda cobre todos os seus custos e te remunera adequadamente. Abaixo disso, não é estratégia. É trabalhar de graça sem perceber.


O cliente que só compra pelo preço mais baixo raramente é o cliente que vai fazer seu negócio crescer. Já o cliente que enxerga valor no que você oferece compra mesmo com um preço justo.




Como precificar certo para o seu produto ou serviço


Preço certo não é chute. É conta.


Para calcular o preço mínimo que seu negócio precisa praticar, você precisa considerar:


•        Custo direto do produto ou serviço (matéria-prima, embalagem, mão de obra direta)

•        Proporção do custo fixo que precisa ser coberta por cada venda

•        Impostos sobre a venda

•        Margem de lucro desejada


Uma forma simples de começar é pelo método markup, que aplica um percentual sobre o custo para chegar ao preço de venda. Mas lembra: o markup precisa ser calculado levando em conta seus custos fixos e a margem que você precisa ter.


Se você nunca fez essa conta, há grandes chances de estar cobrando menos do que deveria.


Precificação e custo: a conta que muitos empreendedores ignoram


Um erro comum é precificar olhando apenas para o custo direto do produto, esquecendo que cada venda também precisa contribuir para cobrir aluguel, contador, energia e tudo mais que faz parte do custo fixo.


Se você tem um custo fixo mensal de R$ 3.000 e faz em média 100 vendas por mês, cada venda precisa contribuir com pelo menos R$ 30 só para cobrir os fixos. Isso antes de qualquer lucro.


Fazer essa conta muda completamente a visão sobre o preço praticado.


Cobrar certo é respeitar o seu trabalho


Precificação não é só estratégia financeira. É também como você comunica o valor do que entrega.


Quando você cobra um preço que não sustenta o negócio, está dizendo que o seu trabalho vale menos do que custa. E isso afeta não só o caixa, mas a forma como você se posiciona no mercado.


Cobrar o preço certo é ter clareza sobre o que você entrega, o que isso custa e o quanto você merece ganhar por isso.


Se você ainda não revisou seus preços com esse olhar, esse é o momento.

E aqui, ninguém cresce sozinho. 🚀



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